Jornal "O Pejão"

Jornal do pessoal para o pessoal, é nosso desejo que ele seja sempre o traço de união (...). Traço de união entre todos, repito, facilitando a cooperação que deve existir de colega para colega, de inferiores para superiores, por uma melhor compreensão das ordens dadas e desejo muito sincero de bem cumprir, qualquer que seja o trabalho a realizar. Respeitar para ser respeitado. Nada é mais dignificador do que o trabalho e só ele pode dar-nos a íntima satisfação do dever cumprido (...). Cabendo a cada um dirigir e a outros executar, conforme as faculdades de cada um, evidente, e que só haverá vantagem em todos trabalharmos com afinco pela prosperidade da Empresa, garantindo, por esta forma, cada um no seu posto, o futuro da "Família Pejão". (Editorial, "O Pejão" n.º1, Outubro de 1948).

O jornal "O Pejão" surgiu em 1948 durante o período administrativo de Jean Tyssen, sendo que desde a primeira hora se assumiu como um porta-voz oficial da Empresa, pretendendo fazer chegar a mensagem do patrão. Em pleno Estado Novo e seguindo os ideais da doutrina deste regime, "Tudo pela Nação, nada contra a Nação", "O Pejão" dá a conhecer aos seus trabalhadores o rigor, a coragem, o respeito e o trabalho que os faria vir a ter reconhecimento por parte da sociedade. Saliente-se o facto de em todos os números do jornal, o trabalhador que mais se tinha destacado e mais tenha cumprido estes ideias do regime, ser louvado. Este facto tornava-o uma figura a imitar e criava nos restantes trabalhadores o desejo de um dia serem igualmente reconhecidos. Jean Tyssen surge assim como um empresário paternalista, que assegurava a protecção e sobretudo a própria subsistência, e "O Pejão" era o veículo de divulgação de todos estes valores:

Os Membros da "Família Pejão" devem amar o seu jornal - "O Pejão" - sustentá-lo, defendê-lo e colaborar nele na medida das suas faculdades intelectuais. Devem ler atentamente "O Pejão", conservá-lo, e fazer com que todos os outros o leiam, pugnando na sua propaganda, e aproveitarem sobretudo os artigos mais importantes (...). Como todos os jornais, tem um programa e seguem uma doutrina. Esta é a de colaborar na felicidade, e no bem-estar da "Família Pejão".

A "Família Pejão" não dá esmolas! Um pai não dá esmolas aos seus filhos! (...) Na "Família Pejão" cada um deve poder receber a tempo aquilo de que tem necessidade, ajuda médica, preventiva e curativa, ajuda alimentar e de vestuário, ajuda moral e física, ajuda às mulheres e filhos, creação do lar, etc("O Pejão" n.º13, Outubro de 1949).

O jornal "O Pejão" serviu também de meio de divulgação às diversas actividades promovidas pela Empresa, tais como Escolas de Corte e Costura, Alfabetização e Bolsas de Estudo, Política Habitacional, Assistência Materno-Infantil, Festas e Assistência Moral e Religiosa, etc.

Dava ainda a conhecer os diversos agrupamentos existentes, sendo estes o orgulho da "Família Pejão", dos quais se destaca naturalmente o Centro Artístico do Pejão (CAP), que coordenava as escolas de música existentes, o Orfeão, o Coro, bem como a Banda de Música dos Mineiros do Pejão. Destacam-se ainda o Pejão Atlético Clube (PAC), o Centro de Acção Social (CAS), e ainda Cooperativa do Pessoal da E.C.D., Lda.

Banda de Música dos Mineiros do Pejão atravessando a Ponte Internacional de Valença, aquando da sua deslocação a Espanha em Julho de 1962.
("O Pejão" n.º 163, Agosto de 1962).

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